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Dica Nível Intermediário

Dicas para acertar na velocidade das fotos

Você já se confundiu na hora de determinar a velocidade do obturador de sua câmera?

De tão importante, a velocidade pode definir a linguagem de suas fotos.

O fotógrafo Maurício Santana escreveu algumas dicas preciosas para você dominar seu obturador e usá-lo ao seu favor.

Olha só!

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Canon EOS 5D MIII - 1/1000 - f/2.8 - ISO: 250 (Foto: Maurício Santana)

O obturador é a peça responsável pelo controle do tempo em que a luz externa vai atingir o sensor da sua câmera e criar a sua foto.

Para produzir imagens com uma exposição adequada, este tempo deve ser um equilíbrio entre a abertura do diafragma e a sensibilidade do sensor (ISO), considerando sempre a intensidade de luz externa.

Mas além disso, o obturador também determina que tipo de captação de movimento dos assuntos fotografados vão ser gerados em suas imagens.

Ou seja, dependendo da intensidade do movimento, você pode captar um arrasto do movimento ou apenas congelar uma fração da movimentação na tela.

Quando fotografamos o borrão do movimento do assunto e deixamos isso como linguagem, chamamos de “rastro”. Mas quando frisamos uma fração do movimento na imagem, é comum chamar isso de “congelamento”.

O obturador trabalha com tempos que geralmente vão de 30 segundos (longuíssimas exposições) até altíssimas velocidades de 4000, 5000 avos de um segundo.

Geralmente, a diferença entre rastro e congelamento começa a acontecer com velocidades de 1/50 ou 1/60. Mas tudo depende do assunto fotografado e de seu ambiente.

Quanto mais alta a velocidade, menos luz entra e maior é a possibilidade de congelar o movimento.

Entenda esse conceito, equilibre o fotômetro de sua câmera e faça suas fotos.

 

Fotos em longa exposição

Fotos em longa exposição são as fotos que ficam mais tempo com o obturador aberto, ou seja, a luz entra durante mais tempo para registrar a cena no sensor.

Essas são aquelas fotos normalmente com registro de movimento mais “borrado”. São fotos normalmente abaixo de 1/5 de velocidade, chegando a 10, 15, 20 ou mais segundos de exposição.

Para registrar o movimento da melhor forma, você deve ter em mente o que quer passar na imagem final também.

Deixo aqui como exemplo também uma foto que fiz em uma passarela no São Paulo Fashion Week, em baixa velocidade, para mostrar o movimento da passarela.

 Canon EOS 5D MIII - 1/5 - f/20 - ISO: 320 (Foto: Maurício Santana)

Veja como existe o registro da caminhada dos modelos.

Apesar de querer o borrado da caminhada dos modelos, ainda queria manter certa referência de traço, por isso foi utilizada uma velocidade de 1/5 (um-quinto de segundo). O ISO foi baixo para não ter ruído nas fotos e manter um alto nível de informação. Por fim, o valor de abertura do diafragma foi de f/20, pois permitia a entrada de uma quantidade de luz suficiente para trazer as cores do ambiente, dos modelos e das roupas.

O segredo é encontrar o equilíbrio em todas as situações.

Por exemplo, se essa foto fosse realizada num ambiente externo e durante o dia, as configurações da foto seriam totalmente diferentes.

Ou se quisesse um rastro mais intenso, a velocidade seria mais lenta.

Vá testando e “lendo” o ambiente e sua iluminação, assim você encontrará a foto desejada lá no início.

É importante dizer que para as fotos de longa exposição é quase imprescindível o uso de um tripé ou um suporte bem firme na hora foto.

A câmera é bem sensível e, por mais que não possamos perceber, nossa mão treme sem o nosso controle e isso com certeza será refletido em suas imagens, caso fotografe em longa exposição com a câmera na mão.

 

Velocidades intermediárias

No retrato é mais relativo. Como o fotografado na maioria dos casos irá ficar parado para fazer o retrato, você só tem que encontrar uma velocidade confortável para não tremer a foto, normalmente o dobro da distância focal da sua lente.

Por exemplo: se você estiver usando uma lente 50mm, você pode começar usando uma velocidade de obturador em 1/100.

Não é uma regra, mas pode ser um caminho confortável. Novamente, tudo depende das condições de luz e movimentação do assunto. 

Em fotos posadas, essa fórmula tende a funcionar.

 Canon EOS 5D MIII - 1/640 - f/2.8 - ISO: 1250 (Foto: Maurício Santana)

 Canon EOS 5D MIII - 1/320 - f/3.2 - ISO: 320 (Foto: Maurício Santana)

Altas velocidades – Congelamento

Para congelar o movimento sempre gosto de pensar: “essa foto tem um movimento. O que melhor a representa para passar essa compreensão para a pessoa que irá visualizá-la?”, que é o caso da bandeira da Grécia que registrei no meio da uma multidão, em que precisei de uma velocidade de 1/640 para conseguir congelar seu movimento e mostra-la toda aberta e tremulando.

 Canon EOS 5D MIII - 1/640 - f/6.3 - ISO: 320 (Foto: Maurício Santana)

Como a foto do rapaz que eu registrei em um festival de música. Ele estava pulando e feliz, mas eu não queria fazer uma longa exposição, então resolvi congelar o movimento dele mostrando o sorriso e seu colar e cabelo saltando, dando a impressão que ele realmente estava feliz e pulando.

 Canon EOS 5D MIII - 1/1000 - f/2.8 - ISO: 250 (Foto: Maurício Santana)

As DSLRs Canon possuem um modo de prioridade de obturador chamado TV. Nele, você altera apenas a velocidade e a câmera faz o cálculo automático do ISO e diafragma para fotometrar sua imagem perfeitamente. #ficaadica

O segredo é fotografar muito para entender sua câmera e explorar as possibilidades de velocidade.

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